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27/10/2020

Atari Flashback Portable da Tectoy

Há uns meses comprei um Atari Flashback Portable da Tectoy em uma promoção da Amazon por R$79,90 e considerando que o preço na época (08/2019) na loja oficial da Tectoy era de R$349 (apesar de que era fácil encontrar na faixa dos R$149,90) dá pra dizer que foi uma pechincha.
Imagem de divulgação (Tectoy)

O Atari Flashback Portable

De cara achei bacana que veio em uma caixa maior que o aparelho e com um berço pra ele não ficar solto pulando de um lado para o outro dentro da caixa, como é comum nesses portáteis mais simples. Além do Atari em si, vem um cabo MiniUSB para recarregar a bateria (não é mais tão comum, mas eu ainda acho mais resistente do que o MicroUSB que é praticamente o padrão hoje em dia) e o manual de instruções em português.
Imagem de divulgação (Tectoy)
O console é construído em plástico preto fosco (menos na moldura da tela que tem acabamento brilhante) e o desenho é levemente parecido com o PSP da Sony, lugar comum para um monte desses portáteis chineses e tem isso: a Tectoy vende, mas quem fabrica é a chinesa AtGames (que aliás é responsável por um monte de outros retro-consoles). Verdade seja dita, a qualidade é sensivelmente superior aos genéricos e ele não parece que vai quebrar ou desmontar a qualquer momento.
O meu Atari Flashback Portable
Como é por dentro

Controles

A maioria dos controles fica na parte frontal do console (exceto a chave liga-desliga e o controle de volume) e a disposição deles é uma das falhas mais graves na minha opinião.
O direcional infelizmente é estilo joypad e falando sobre a minha experiência com o console... Eu estou acostumado a jogar com joysticks e acho que a maioria dos jogos de Atari não funciona bem com joypads... dá pra acostumar? Dá... Mais ou menos, mas nunca será a mesma coisa. Mesmo jogando várias vezes por semana há meses tem jogos que ainda são impossíveis pra mim. Eu sei que tem gente que prefere esse tipo de controle e inclusive existem vários modelos diferentes para Atari, só não é a minha praia.
Mas o problema mesmo está do outro lado onde estão praticamente todos os outros controles amontoados. Start, (P)ause, (S)elect, (L)eft e (R)ight Difficulty, (T)V Mode (P&B/Color) e o botão (A)ction... É muito botão junto sem função prática na maioria dos jogos! Eu entendo que provavelmente os moldes são usados em modelos diferentes parar cortar custos, mas caramba!
Não é ótimo, não é terrível
Na minha opinião de usuário o ideal seria a disposição um pouco diferente com os botões de dificuldade em outro lugar e o botão de ação maior e mais centralizado, na linha do direcional.
Montagem tosca ;)
Tirando o posicionamento esquisito, os controles são aceitáveis, respondem bem e não são duros. Algo que eu gostaria é uma entrada para um joystick externo, daí o console ligado na TV funcionaria quase como um Atari Flashback de mesa (e a mão do mod chega a coçar nessa hora!). Ah! Sobre ligar na TV, a saída fica na parte de cima do console e o botão Reset (acima do direcional) também serve para alternar entre o LCD e TV quando o cabo AV está conectado... só que esse cabo é opcional... mancada hein, Tectoy?!
As partes de cima e baixo do console mostrando as conexões, slot do cartão de memória, controle de volume e botão on/off

Tela e Som

A tela LCD do tipo TFT tem 2,8" e parece muito com essas telas genéricas comuns em Arduinos, RPi, etc., não é ruim e a resolução (320x240px) é suficiente para os jogos de Atari.
Fotos da tela sem e com a frente do aparelho instalada

Detalhe da tela mostrando o jogo Pitfall! (Activision, 1982) que é um dos incluídos na memória do console
Um ajuste de contraste seria bem vindo para alguns jogos, por exemplo, a seleção de níveis no "Adventure" onde é bem difícil identificar os número 1/2/3 na tela. Às vezes é necessário dar uma pequena movimentada para enxergar melhor.
Repare como o número 1 fica meio "apagado" na tela de seleção do "Adventure" (Atari, 1980)
O pequeno auto-falante interno é a saída principal de som e fica logo abaixo do direcional na frente do console e tem controle de volume na parte de cima do aparelho. Não dá para esperar muito, mas sem dúvida é melhor do que as pastilhas que alguns portáteis usam. Na parte de baixo existe uma saída para fones de ouvido.
O auto-falante e a saída para fones de ouvido

Bateria

Eu não sei se todos os Flashback Portáteis são assim, mas esse modelo vem com bateria recarregável (acessível através de uma tampa fixada por parafuso na parte traseira). Segundo a Tectoy ela deve durar cerca de 4h... eu não usei tanto tempo direto para ter certeza, mas somando intervalos de cerca de 30 minutos à 1h durante um dia não ficou longe disso. Ele não vem com carregador, só com o cabo USB-MiniUSB, mas dá pra usar qualquer carregador de celular ou outro aparelho que forneça energia pela porta USB (como um computador, TV etc.). A entrada MiniUSB fica na parte de cima do console. Pela minha experiência, a recarga leva cerca de 2h30 do momento que acende o LED de bateria baixa (na frente) até o LED de carga (na parte de cima) ficar verde.
Aliás, isso é algo que me chamou atenção e inclusive acho desnecessariamente confuso: ter dois LEDs relacionados à carga da bateria. O LED (vermelho) de bateria baixa na frente começa a piscar fraco até acender totalmente quando a bateria está quase esgotada... Já o LED de cima acende verde quando o aparelho está ligado e não está carregando e acende vermelho quando carregando a bateria (independente do aparelho estar em uso ou não) e verde quando está carregada... muito LED por pouca coisa.
Traseira do aparelho com e sem a tampa do compartimento de bateria
Bateria recarregável e compartimento de bateria mostrando a etiqueta de identificação do aparelho

Jogos

A versão que eu comprei traz 70 jogos na memória e um slot para cartão SD que permite adicionar mais jogos e isso é muito legal. Testei cartões SD e MicroSD (com adaptador para SD) entre 1GB e 16GB sem problemas. Considerando que a biblioteca completa de jogos de Atari ocupa poucos megabytes mesmo contando hacks, homebrews, etc. qualquer cartão SD mixuruca que esteja dando sopa já é suficiente. Os 70 jogos que vieram na memória são:
  • Adventure (Atari, 1980, CX-2613)
  • Adventure II (Atari, 2005)
  • Air Raiders (M-Network, 1982)
  • Aquaventure (Atari, 1983, Proto)
  • Asteroids (Atari, 1981, CX-2649)
  • Astroblast (M-Network, 1982)
  • Atari Climber (Homebrew, 2003)
  • Blackjack (Atari, 1977, CX-2651)
  • Bowling (Atari, 1979, CX-2628)
  • Breakout (Atari, 1978, CX-2622)
  • Centipede (Atari, 1982, CX-2676)
  • Chase It! (Homebrew, 2009)
  • Circus Atari (Atari, 1980, CX-2630)
  • Crystal Castles (Atari, 1983, CX-26110)
  • Dark Cavern (M-Network, 1982)
  • Demons To Diamonds (Atari, 1982, CX-2615)
  • Desert Falcon (Atari, 1987, CX-26140)
  • Dig Dug (Atari, 1983, CX-2677)
  • Dodge 'Em (Atari, 1980, CX-2637)
  • Double Dunk (Atari, 1989, CX-26159)
  • Fatal Run (Atari, 1990, CX-26162)
  • Frog Pond (Atari, 1982, CX-2665)
  • Frogger (AtGames, homebrew, 2017)
  • Frogs & Flies (M-Network, 1982)
  • Fun With Numbers (Atari, 1977, CX-2661)
  • Galaxian (Atari, 1983, CX-2684)
  • Golf (Atari, 1980, CX-2634)
  • Gravitar (Atari, 1983, CX-2685)
  • Hangman (Atari, 1978, CX-2662)
  • Haunted House (Atari, 1982, CX-2654)
  • Haunted House II - Return To Haunted House (Homebrew, 2004)
  • Human Cannonball (Atari, 1978, CX-2627)
  • Kaboom! (Activision, 1981)
  • Millipede (Atari, 1984, CX-26118)
  • Miniature Golf (Atari, 1979, CX-2626)
  • Miss It! (Homebrew, 2009)
  • Missile Command (Atari, 1981, CX-2638)
  • Night Driver (Atari, 1978, CX-2633)
  • Pac-Man (Homebrew, 2008)
  • Pitfall! (Activision, 1982)
  • Pressure Cooker (Activision, 1983)
  • Radar Lock (Atari, 1989, CX-26176)
  • Realsports Baseball (Atari, 1982, CX-2640)
  • River Raid (Activision, 1982)
  • Saboteur (Atari, 1983, CX-26119 Proto)
  • Save Mary! (Atari, 1990, CX-26178 Proto)
  • Secret Quest (Atari, 1989, CX-26170)
  • Shield Shifter (Homebrew, 2009)
  • Slot Machine (Atari, 1979, CX-2653)
  • Solaris (Atari, 1986, CX-26136)
  • Space Attack (M-Network, 1982)
  • Stampede (Activision, 1981)
  • Star Ship (Atari, 1977, CX-2603)
  • Star Strike (M-Network, 1982)
  • Stellar Track (Atari, 1981, CX-2619)
  • Strip Off (Homebrew, 2009)
  • Submarine Commander (Atari, 1982, CX-2647)
  • Super Baseball (Atari, 1988, CX-26152)
  • Super Breakout (Atari, 1978, CX-2608)
  • Super Football (Atari, 1988, CX-26154)
  • Surround (Atari, 1977, CX-2641)
  • Tempest (Atari, 1984, CX-2687 Proto)
  • Video Checkers (Atari, 1980, CX-2636)
  • Video Chess (Atari, 1979, CX-2645)
  • Video Olympics (Atari, 1977, CX-2621)
  • Video Pinball (Atari, 1980, CX-2648)
  • Wizard (Atari, 1980, Proto)
  • Xevious (Atari, 1984, CX-2695 Proto)
  • Yars' Revenge (Atari, 1982, CX-2655)
  • Yars’ Return (Homebrew, 2005)
Claro que cada um tem seus preferidos e certamente trocaria alguns títulos dessa lista sem pensar duas vezes, mas mesmo assim é uma seleção bacana com vários jogos excelentes e que marcaram a história do Atari. Alguns destaques:
  • Asteroids (Atari, 1981, CX-2649)
  • Centipede (Atari, 1982, CX-2676)
  • Dig Dug (Atari, 1983, CX-2677)
  • Dodge 'Em (Atari, 1980, CX-2637)
  • Frogs & Flies (M-Network, 1982)
  • Kaboom! (Activision, 1981)
  • Missile Command (Atari, 1981, CX-2638)
  • Pitfall! (Activision, 1982)
  • Pressure Cooker (Activision, 1983)
  • River Raid (Activision, 1982)
  • Stampede (Activision, 1981)
  • Video Olympics (Atari, 1977, CX-2621) - É o Pong!
  • Yars' Revenge (Atari, 1982, CX-2655)
A Atari/AtGames incluiu alguns jogos "homebrews" (já há algumas versões dos Flashbacks pelo que pesquisei), que são jogos desenvolvidos por programadores independentes. Provavelmente essa lista muda de uma versão para outra, mas no meu Flashback Portable são:
  • Adventure II - continuação não-oficial do clássico "Adventure" (Atari, 1980) e tem uma história interessante: o programador, e grande entusiasta da Atari, Curt Vendel trabalhava em uma continuação do jogo para o Atari 5200 desde 2001, só que ele não poderia usar o nome "Adventure II" por ser propriedade da Atari. Mas entre idas e vindas e muita conversa, a Atari liberou o nome em troca de que ele desenvolvesse também uma versão para o 2600 que seria incluída nos próximos Flashbacks lançados (no caso o FB2 de 2005). Legal, né?!
Adventure II (Curt Vendel, Atari, 2005)
  • Atari Climber - Também conhecido como "Climber 5", é um jogo bem divertido e desafiante baseado num jogo de mesmo nome para os computadores de 8-bits da Atari. A história é simples: você é o gandula de um time de baseball e sua tarefa é resgatar a bola que foi rebatida pra fora do campo justo no alto de um prédio em construção. Pra alcançar o alto do prédio você deve usar as escadas espalhadas pelos andares, mas tomando muito cuidado para não ser atingido pelas vigas que se movimentam o tempo todo e pelos restos de construção que caem nas variações mais avançadas! Esse jogo também pode ser encontrado em cartucho.
Atari Climber (Dennis Debro, homebrew, 2003)
  • Chase It! - Levei um tempo pra entender esse jogo, confesso, mas nem foi tanta culpa minha. Você controla o bloco azul e precisa capturar os blocos vermelhos que assim vão aparecendo em outra parte da tela, isso fica claro logo de início... o negócio é que o seu oponente não se mexe! Isso porquê as dez primeiras variações do jogo são para dois jogadores e, bem... o Flashback Portátil é só para um! Pois é, só descobri por acaso que a partir da 11ª variação o Atari virava seu oponente e aí sim o jogo fica divertido e Desafiante, com "D" maiúsculo"! Depois procurando na internet, além dessa informação, também descobri que as variações 16 a 20 são mais lentas e indicadas para crianças pequenas. Uma outra curiosidade é que esse jogo foi programado na linguagem "Batari BASIC".
Chase It! (Alan W. Smith, homebrew, 2009)
  • Frogger - Esse não é o Frogger original, mas sim um port que mescla a versão do Starpath (aquele acessório para ler jogos de Atari a partir de fitas cassete) com os gráficos da versão de fliperama. Não tem o que reclamar, é um port competente e bonito. Mas por que não usar a versão original, ou mesmo a do Starpath? Parece que o Frogger tem uma série de problemas de licenciamento, inclusive em relação às músicas e efeitos sonoros e talvez seja por esse motivo. Ninguém parece ter certeza absoluta. Nem a versão do Flashback de mesa é igual a que vem no portátil! Como eu não achei a ROM dessa versão em lugar nenhum (talvez nem seja uma ROM de Atari em si) para capturar telas, as duas imagens abaixo são fotos da tela do meu Flashback Portátil mesmo.
Frogger (AtGames, homebrew, 2017) do Flashback Portable vs Frogger (Parker Bothers, 1981)
  • Haunted House II - É um dos muitos hacks de "Adventure", mas nesse caso feito como uma continuação do jogo Haunted House. Fica evidente logo de cara que os mapas e objetos foram retrabalhados e HH2 é bem mais que um simples hack. Ele também foi lançado em cartucho com o nome "Haunted Adventure Boo!" e é o primeiro jogo de uma trilogia!
Haunted House II - Return To Haunted House (Tony Wong, homebrew, 2004)
  • Miss It! - Programado pelo mesmo autor de "Chase It!", aqui a tarefa é "mais simples" - entre aspas porque o jogo fica frenético muito rapidamente - antes você corria atrás dos blocos, agora você tem que desviar deles! Começa com um bloco e vai aumentando o número até aparecerem retângulos e assim por diante enchendo a tela até esbarrar em você.
Miss It! (Alan W. Smith, homebrew, 2009)
  • Pac-Man - A Atari ao invés da versão original mais conhecida (e odiada, talvez por isso) resolveu incluir um homebrew chamado "Pac-Man 4k". Não se trata de um hack, mas sim de um jogo desenvolvido do zero, com sons e música do fliperama e bem semelhante visualmente ao do Atari 5200. Talvez por nostalgia eu gosto do "Pac-Man" original da Atari e preferia ao invés desse, até porquê se eu quiser posso por qualquer outra versão no cartão SD. É interessante notar que existe uma versão mais recente do "Pac-Man 4k" chamada "New Pac-Man 4k" criada pelo usuário DINTAR816 do fórum AtariAge que traz gráficos, sons e jogabilidade melhores e até a abertura animada como no fliperama!
Pac-Man 4k (Dennis Debro, homebrew, 2008) ao lado do Pac-Man original (Tod Frye, Atari, 1982)
Tela de abertura e de jogo do New Pac-Man 4k (DINTAR816, homebrew, 2018)
  • Strip Off! - Segundo o autor, o jogo é inspirado no fliperama "Rip Off" (Cinematronics, 1980) com uma mistura maluca de "Blockout" com "Space Invaders". O objetivo é impedir que os alienígenas roubem sua barricada de defesa, mas essa não é uma tarefa nem um pouco fácil, já que os aliens aparecem de ambos os lados e são muito rápidos!
Strip Off! (John A. Reder, homebrew, 2009)
  • Shield Shifter - Do mesmo autor de "Strip Off!" é (segundo ele mesmo) sucessor espiritual desse. Agora a missão não é defender sua barricada, mas sim destruir o escudo dos inimigos alienígenas e acertar um tiro direto na Rainha Alien, mas não pense que é moleza, pois ela não é rainha à toa e sabe se defender atirando contra a sua nave todo o tempo!
Shield Shifter (John A. Reder, homebrew, 2009)
  • Yars’ Return - Um hack de "Yars' Revenge" (Atari, 1982) feito pelo programador Raymond Yeung com o campo de jogo ampliado. A primeira versão incluída no Flashback 2 tinha vários bugs e foi substituída nos consoles posteriores por uma com algumas correções feitas pelo programador Dennis Debro.
Yars’ Return (Dennis Debro, homebrew, 2005)
E também alguns protótipos nunca lançados oficialmente:
  • Aquaventure (Atari, 1983, Proto)
  • Saboteur (Atari, 1983, CX-26119 Proto)
  • Save Mary! (Atari, 1990, CX-26178 Proto)
  • Tempest (Atari, 1984, CX-2687 Proto)
  • Wizard (Atari, 1980, Proto)
  • Xevious (Atari, 1984, CX-2695 Proto)
Uma falha grave na escolha dos jogos que já vem na memória foi devido aos controles: "Breakout", "Circus Atari", "Night Driver" e "Super Breakout", por exemplo, são jogos que se dão melhor com paddles e a reação ao direcional digital é muito sensível tornando-os quase impossíveis de jogar.
Em tempo, também vale a pena mencionar que existem vários jogos corrigidos pela comunidade de Atari 2600 para funcionarem melhor especificamente no portátil. Essa postagem no fórum AtariAge reúne muita informação sobre o Atari Flashback Portable e links para o download dos jogos corrigidos.
Com o cartão SD é fácil por no bolso toda a nostalgia da minha infância e relembrar clássicos como: "Atlantis", "Berzerk", "Bobby Is Going Home", "Commando Raid", "Decathlon", "Demon Attack", "Donkey Kong", "Dragonfire", "Enduro", "Frostbite", "H.E.R.O", "Jungle Hunt", "Kangaroo", "Keystone Kapers", "Laser Gates", "Megamania", "Moon Patrol", "Mouse Trap", "Mr. Postman", o "Pac-Man" original da Atari, "Pole Position", "Pooyan", "Realsports Volleyball", "Seaquest", "Skiing", "Smurfs", "Tennis" e "Time Pilot".
Bom, resumindo: Eu gostei muito do Atari Flashback Portátil e os pontos um pouco negativos não atrapalham tanto assim e ainda saiu pro um precinho camarada. Diversão garantida!
Fico por aqui e se você gostou deixa o joinha e se inscr... não... quer dizer... comenta aí! ;D

29/08/2016

Preparando o cartão SD para usar na SD-Mapper

Esse é um passo-a-passo bem básico de configuração de um cartão SD para usar na SD-Mapper. A SD-Mapper é uma interface de armazenamento que usa (até dois) cartões SD/HC como suporte e conta com 512KB internos que podem ser usados como expansão de memória (Memory Mapper) ou MegaRAM. O projeto da SD-Mapper é do Fabio Belavenuto e a placa foi desenhada pelo Luciano Sturaro. O exemplar que eu adquiri foi fabricado pelo Luis Luca. Eu não fazia a menor ideia de como a interface funcionava, mas não é muito diferente do que uma IDE ou mesmo interface de disco. Na verdade é até mais fácil. Segui apenas as instruções do guia de instalação do Nextor e usei os mesmos arquivos (só que atualizados, claro) que já usava na IDE. Espero que ajude.

Ambiente necessário

  • PC ou notebook com leitor de cartões de memória SD/HC;
  • Microcomputador MSX de qualquer versão com um slot não-expandido disponível;
  • Interface SD-Mapper;
  • Cartão de memória SD/HC de qualquer tamanho (testei com cartões até 8GB).

Importante

Se o MSX NÃO possuir pelo menos 128K de mapper (interna ou externa), deixa a chave MR/MP da SD-Mapper na posição MP (mapper ativada).

1ª parte - Preparando o cartão no MSX

  • Insira o cartão SD em qualquer um dos slots da SD-Mapper e ligue o MSX. Observe se o cartão é reconhecido corretamente e no slot certo (no ex. abaixo foi reconhecido um cartão Verbatim no slot 1 da SD-Mapper):
SD Mapper/Megaram
Nextor driver
Versao 1.0.4
Copyright (c) 2014
Fabio Belavenuto
PCB por Luciano Sturaro
Licenced under
CERN OHL v1.1
http://ohwr.org/cernohl

Mapper ativada

Slot 1: SU04G - (39) Verbatim
Slot 2: Vazio










  • Espere cair no BASIC (ou vá lá), digite _FDISK e pressione <ENTER>.
MSX BASIC version 2.1
Copyright 1986 by Microsoft

Nextor BASIC version 2.01
Ok
_fdisk ↲

















color  auto   goto    list    run
  • Esse comando abre o utilitário de particionamento embutido no kernel do Nextor. Antes de selecionar a SD-Mapper anote o slot onde ela está instalada, pois será importante mais tarde (ex.: 3-1). Pressione “1” para continuar:
                         Nextor disk partitioning tool
--------------------------------------------------------------------------------

1. SDMapper Driver v1.0.4 on slot 3-1


ESC. Exit















--------------------------------------------------------------------------------
Select the device driver
  • Agora o utilitário mostra o cartão ou cartões instalado(s) na SD-Mapper. O número à frente do nome indica o slot em que o cartão está instalado. No exemplo abaixo o cartão reconhecido como SDV1 está instalado no slot "1". Selecione o cartão pressionando o número correspondente ao slot.
                         Nextor disk partitioning tool
--------------------------------------------------------------------------------

SDMapper Driver on slot 3-1


1. SU04G


ESC. Exit











--------------------------------------------------------------------------------
Select the device driver
Dependendo do cartão, algumas vezes o utilitário trava nessa tela sem exibir o cartão instalado. Isso aconteceu nos meus testes com cartões SDHC comprovadamente originais de marcas conhecidas (Sandisk e Kingston), então não é questão de marca. Não tive o mesmo problema com cartões SD comuns (não-HC). Nesse caso, a minha sugestão é utilizar um cartão não-HC menor (até 2GB) e depois, com esse cartão já preparado, preparar o cartão maior.
A parte interessante aqui, é que não é preciso fazer nada no cartão menor, pode-se apenas criar uma única partição nele usando todo o espaço, mesmo no Windows. O importante é que seja uma partição FAT16 (ou FAT no Windows).
  • Na próxima tela é exibida a LUN do cartão. Normalmente só existe uma com a capacidade total do cartão, então basta pressionar "1" para continuar.
                         Nextor disk partitioning tool
--------------------------------------------------------------------------------

SDMapper Driver on slot 3-1
SU04G (Id = 2)


1. Size: 3781.5M


ESC. Go back to device selection screeen











--------------------------------------------------------------------------------
Select the logical unit
Atenção! LUN não é partição e isso não indica que o cartão tem apenas uma partição.
  • A próxima tela mostra quantas partições foram encontradas (no ex. 1 found - 1 partição encontrada).
                         Nextor disk partitioning tool
--------------------------------------------------------------------------------

SDMapper Driver on slot 3-1
SU04G (Id = 2)
Logical unit 1, size: 3781.5M

Changes are not committed until W is pressed.

S. Show partitions (1 found)
D. Delete all partitions

T. Test device access









--------------------------------------------------------------------------------
Select an option or press ESC to return
  • A opção "S" exibe informações sobre as partições existentes...
                         Nextor disk partitioning tool
--------------------------------------------------------------------------------

                         One partition found on device

1: FAT32, 3780.5M
















--------------------------------------------------------------------------------
                              Press ESC to return
  • ... e a opção "T" permite testar o acesso ao cartão:
                         Nextor disk partitioning tool
--------------------------------------------------------------------------------

SDMapper Driver on slot 3-1
SU04G (Id = 2)
Logical unit 1, size: 3781.5M



Now reading device sector 000...












--------------------------------------------------------------------------------
Press any key to stop
  • Selecione a opção "D" para excluir todas as partições do cartão e "Y" para confirmar a ação.
                         Nextor disk partitioning tool
--------------------------------------------------------------------------------

SDMapper Driver on slot 3-1
SU04G (Id = 2)
Logical unit 1, size: 3781.5M

Changes are not committed until W is pressed.

S. Show partitions (1 found)
D. Delete all partitions

T. Test device access









--------------------------------------------------------------------------------
Discard all existing partitions? (y/n)
  • A tela seguinte informa o espaço não particionado (no ex. 3781.5M) e dá a opção de criar uma partição usando todo o espaço disponível (até 4GB) ou com tamanho personalizado. Não há nada que impeça a criação de uma única partição com o espaço disponível (mais uma vez, até 4GB - limite da FAT16), mas deixo a sugestão de criar pelo menos duas partições como mostro a seguir.
                         Nextor disk partitioning tool
--------------------------------------------------------------------------------

SDMapper Driver on slot 3-1
SU04G (Id = 2)
Logical unit 1, size: 3781.5M
Unpartitionned space available: 3781.5M

Changes are not committed until W is pressed.

(No partitions found or defined)
A. Add one 3781.5M partition
P. Add partition...

T. Test device access







--------------------------------------------------------------------------------
Select an option or press ESC to return
  • Pressionando a opção "P", a tela seguinte solicita o tamanho da partição a ser criada. É possível informar o tamanho em MB apenas digitando o número ou em KB adicionando a unidade "K". Nesse exemplo vou criar uma primeira partição com 3750MB (explico a seguir), então digito "3750" e pressiono <ENTER>.
                         Nextor disk partitioning tool
--------------------------------------------------------------------------------

SDMapper Driver on slot 3-1
SU04G (Id = 2)
Logical unit 1, size: 3781.5M

Add new partition

Enter partition size in MB (1-3781)
or partition size in KB followed by "K" (100-32767): 3750 ↲











--------------------------------------------------------------------------------
Enter size or press ENTER to cancel
  • O utilitário volta para a tela de configuração de partições. Observe que deixei 31.5MB disponíveis. Isso foi proposital, pois vou criar uma partição exclusiva para o MSX-DOS1 (que só aceita partições com até 32MB). Para isso basta selecionar a opção "A" que cria uma partição usando o restante de espaço disponível.
                         Nextor disk partitioning tool
--------------------------------------------------------------------------------

SDMapper Driver on slot 3-1
SU04G (Id = 2)
Logical unit 1, size: 3781.5M
Unpartitionned space available: 31.5M

Changes are not committed until W is pressed.

S. Show partitions (1 defined)
D. Delete all partitions
A. Add one 31.5M partition
P. Add partition...
U. Undo add 3750M partition

W. Write partitions to disk

T. Test device access



--------------------------------------------------------------------------------
Select an option or press ESC to return
  • Finalmente a tela de configuração de partições mostrará que não há mais espaço não particionado disponível.
                         Nextor disk partitioning tool
--------------------------------------------------------------------------------

SDMapper Driver on slot 3-1
SU04G (Id = 2)
Logical unit 1, size: 3781.5M
Unpartitionned space available: 0K

Changes are not committed until W is pressed.

S. Show partitions (2 defined)
D. Delete all partitions
U. Undo add 3781.5M partition

W. Write partitions to disk

T. Test device access





--------------------------------------------------------------------------------
Select an option or press ESC to return
  • Selecione a opção "S" para conferir as partições criadas. Observe que o utilitário seleciona automaticamente o tipo de partição mais adequado ao tamanho. Partições com até 32MB são criadas como FAT12 (ideais para o DOS1) e partições maiores que 32MB até 4GB são criadas como FAT16.
                         Nextor disk partitioning tool
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                         Two new partitions defined

1: FAT16, 3750M
2: FAT12, 31.5M















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                              Press ESC to return
  • Por fim, selecione a opção "W" para gravar as mudanças no cartão e confirme com "Y".
                         Nextor disk partitioning tool
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SDMapper Driver on slot 3-1
SU04G (Id = 2)
Logical unit 1, size: 3781.5M



Create 2 primary partitions on device

THIS WILL DESTROY ALL DATA ON THE DEVICE!!
This action can't be cancelled and can't be undone

Are you sure? (y/n) y







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Select an option or press ESC to return
  • Aguarde o processo de criação das partições,...
                         Nextor disk partitioning tool
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SDMapper Driver on slot 3-1
SU04G (Id = 2)
Logical unit 1, size: 3781.5M



                         Creating partition 3 of 3 ...












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Please wait...
  • ... essa ação já formata as partições, então pode demorar um pouco (mas não muito, uns 30 segundos num MSX1 padrão).
                         Nextor disk partitioning tool
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SDMapper Driver on slot 3-1
SU04G (Id = 2)
Logical unit 1, size: 3781.5M



                         Creating partition 3 of 3 ...

                                    Done!



                      If this device had drives mapped to,
                           please reset the computer.





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Press any key to return...
  • Ao final do processo, é necessário reiniciar o MSX, mas NÃO REINICIE! Pressione <ESC> até sair do utilitário e voltar ao BASIC e DESLIGUE o MSX e leve o cartão SD para o PC.

2ª parte - Copiando os arquivos para o cartão SD

Agora vem a parte mais fácil e mais chata (porque não é feita no MSX rs).
  • Baixe e descompacte o conteúdo do arquivo SDMapper-DOS.zip (nos arquivos do grupo MSX BRASIL OFICIAL do Facebook - depois hospedo em outro lugar se for o caso) na raiz do cartão SD.
  • No início do artigo eu disse para anotar o slot onde a SD-Mapper estava instalada. No caso do meu MSX ela fica no slot 3-1, como pode ser observado nos exemplos acima. Se você não anotou, vai ter que voltar ao MSX e executar o utilitário DEVINFO.COM (o MSX-DOS já funciona nesse ponto).
  • Edite o arquivo AUTOEXEC.BAT que está na raiz do cartão e adicione a linha abaixo para corresponder à sua configuração:
mapdrv letra: particao slot_da_sdmapper slot_do_msx
Por exemplo, para montar a "2ª partição" de um cartão SD instalado no "slot 1" de uma SD-Mapper instalada no "slot 3-1" como "drive B:":
mapdrv b: 2 1 3-1
Ou a "1ª partição" de um cartão SD instalado no "slot 2" de uma SD-Mapper instalada no "slot 1-1" do MSX como drive D:
mapdrv d: 1 2 1-1
  • Adicione tantas linhas quanto seja necessário para montar as partições que você criou.
  • No final do arquivo existe uma linha comentada. Alguns programas checam a versão do DOS2 ao serem executados e não funcionam porque o Nextor se identifica pela sua prórpia versão (2.1, nesse caso). Para contornar isso, descomente essa linha (remova o rem do início):
nsysver 2.32
  • Salve o arquivo AUTOEXEC.BAT.
  • Você pode criar pastas para os jogos e programas (DSK, ROM, CAS, etc.) e copiá-los para lá.

3ª parte - Divirta-se

  • Volte o cartão SD para o MSX.
  • Execute os jogos usando o SofaRun digitando SR no prompt. Não testei com arquivos DSK, então não faço ideia se funcionam.

15/05/2015

Configurando o layout do teclado no DOSBox

Postagem rápida depois de muito tempo...
Sempre uso o DOSBox e nunca precisei configurar nada pelo simples fato que normalmente só faço testes rápidos em programas antigos que não tem versão para Linux, mas hoje precisei digitar mais que cd diretório e a configuração do teclado como us já estava me dando nos nervos.
Fui procurar se tinha algum arquivo de configuração no home... e tinha.
~/.dosbox/dosbox-<versão>.conf
Um dos últimos parâmetros era keyboardlayout=us, que eu tentei mudar para pt_br e não deu certo... após uma busca rápida... nesse link do wiki do DOSBox tem os valores disponíveis (abaixo), bastou usar keyboardlayout=br e reiniciar o DOSBox.
be Belgium
br Brazil
cf Canadian-French
cz Czechoslovakia (Czech)
sl Czechoslovakia (Slovak)
dk Denmark
su Finland
fr France
gr Germany
hu Hungary
it Italy
la Latin America
nl Netherlands
no Norway
pl Poland
po Portugal
sp Spain
sv Sweden
sf Switzerland (French)
sg Switzerland (German)
uk United Kingdom
us United States
yu Yugoslavia (Serbo-Croatian)
Se acessar o link, você vai reparar que dá para mudar direto de dentro do DOSBox... eu testei antes de escrever aqui, mas essa configuração não ficou persistente, então não me adiantaria.
Em tempo. O final do arquivo de configuração funciona como um AUTOEXEC.BAT do DOS, então dá para passar comandos para montar drives ou chamar algum programa automaticamente, entre outras coisas. Eu usei para montar os drives que precisava.

12/10/2014

Sinclair QL rebirth

Rick Dickinson, designer responsável pelo desenho dos emblemáticos Sinclair pré-Amstrad (ZX80, ZX81, Spectrum Plus, Spectrum 128 e QL) e co-responsável pelo ZX Spectrum, publicou algumas mensagens em sua conta no Twitter, entre elas uma imagem bem interessante:
Não tem maiores informações, mas a exemplo de outros (como os clones de gabinete de C64 da Commodore USA), se sair do "papel" é provável que carregue um PC, Raspberry Pi ou coisa que o valha. Até porque não tem muito software para o QL a ponto de produzir um clone real.

Atualização (23/10/2014): algumas semanas depois, Dickinson soltou imagens completas (em CGI) da reinterpretação e, na minha opinião, não ficou legal. Perdeu quase completamente as características do original. Todas as imagens estão disponíveis no site dele: theproductdesigners.com

14/06/2014

Cabo de Cassete para MSX Hotbit

Revirando as caixas de sucata, lá vai uma história meio antiga...
À época, final dos anos 80 e durante os anos 90, tive vários Gradiente Experts, mas só recentemente (em 2010) consegui um Sharp/Epcom Hotbit.
Logicamente parti para o processo usual de limpeza e testes, apesar do micro estar muito conservado, e me deparei com um pequeno problema que eu não lembrava: a porta de cassete não é compatível com a do Expert, pois o Hotbit usa a mesma pinagem dos MSX japoneses, e eu não tinha nenhum cabo adequado ou conector DIN de 8 pinos sobrando. A solução foi essa pequena gambiarra usando um conector DIN de 5 pinos que estava na sucata:
Como dá para perceber pela foto, esse conector não tinha todos os pinos, mas como são necessários apenas dois pinos para fazer a leitura (GND e EAR), deu pro gasto.
Outro ponto interessante é que optei por usar um plug P2 estéreo ao invés de mono, pois o plug estéreo funciona em qualquer aparelho, já o plug mono não é bem aceito principalmente em algumas saídas de som de PC/notebook e alguns celulares. Apesar de usar um plug estéreo, apenas um dos canais está ligado, não são necessários e nem é aconselhável usar os dois.
O esquema é muito simples:
Nota: O conector DIN está de frente, na mesma posição da foto no início do artigo.
Obviamente esse esquema serve também para a maioria dos MSX japoneses.

06/06/2014

Tetris 30 anos

O Tetris fez 30 anos hoje (06/06/2014), isso mesmo, trinta anos transformando pessoas em zumbis :)
O jogo simples e realmente bom, não apenas viciante, é um dos casos mais conhecidos pela bagunça que são os direitos autorais e de como a burocracia pode melar com a vida de qualquer um.
O Tetris original foi concebido por Alexey Pajitnov em um Electronika 60 (Электроника 60), um minicomputador soviético dos anos 70, como um estudo matemático que ganhou o mundo e explodiu nas mãos da Nintendo com seu GameBoy. Aliás, um dos motivos do sucesso do primeiro GB foi justamente o Tetris.
Alexey Pajitnov jogando o Tetris original em um terminal do Electronika 60
Mas se você já andou lendo as postagens anteriores nesse blog, deve imaginar que o post não é sobre os feitos do jogo em si... apenas observe toda a beleza de um jogo com uma linguagem gráfica única construído apenas com caracteres não-gráficos:
Tela do Tetris original
Existem muitos jogos que usam apenas caracteres semi-gráficos, e são incríveis, mas isso é outro patamar e sempre me impressiona muito.
Em tempo, a BBC tem um excelente documentário sobre o Tetris, você pode assisti-lo no YouTube:

Parabéns Tetris, parabéns Alexey Pajitnov pela sua criação.

14/02/2014

Formatando disquetes menores que 1.44Mb

Vale para qualquer micro que use drives de disquetes baseados no padrão Shugart.

No DOS/Prompt de Comando do Windows (CMD)

format <letra_unidade> /t:<num_trilhas> /n:<num_setores> /u

#5,25" DD 360Kb
format a: /t:40 /n:9 /u

#3,5" DD 720Kb
format a: /t:80 /n:9 /u
Essa postagem será atualizada com mais informações... em algum momento.

10/03/2013

Pac-Man em modo texto... ou quase

Essa semana vi um tweet do Revista Espirito Livre sobre um clone do famoso jogo Pac-Man feito para rodar diretamente no terminal.
O tweet
O jogo em questão é o Pacman for Console (pacman4console) e o mais interessante é que foi feito totalmente com caracteres semi-gráficos (ncurses), não é somente-texto, mas é quase.
Pacman for Console
Segundo o autor:
"... I got tired of enabling flash on my browser so that I could play Pacman. That, and I was extremely bored one night. So I decided to make my own Pacman... for Console."
Em tradução livre:
"... cansei de habilitar o flash no navegador apenas para jogar Pacman. Isso, e estava extremamente entediado uma noite. Então decidi fazer meu próprio Pacman... para Console."
Mas por que esse post? Porque, além de ser um fã de Pac-Man desde a época do arcade, esse jogo me lembrou um outro clone bem bacana... só que dessa vez, realmente somente-texto: o CatChum.
Captura de tela do emulador
O CatChum fazia parte de um pequeno pacote de jogos feitos apenas com caracteres ASCII que acompanhava o microcomputador Kaypro II (e posteriores) lançado em 1982, um dos primeiros microcomputadores portáteis fabricados (eu sei, eu sei, mas era 1982!).
Fonte: oldcomputers.net
Além do fator nostalgia, o que eu acho mais legal é que o programador do CatChum teve o cuidado de simular o abre-e-fecha da boca do Pac-Man alternando a caixa da letra "C".
Captura de tela do emulador
Admito, escrevi o post só para falar desse detalhe do "C", mas é bacana, não?! :D
Até mais e obrigado pela visita.